O iPhone Dev Team informou que não irá desenvolver um aplicativo de jailbreak para o iOS 4.0.2 – que corrige a grave falha associada ao PDF exploit responsável pelo jailbreak da versão. No lugar dele, a equipe de hackers resolveu se concentrar no desenvolvimento de um jailbreak para a versão 4.1 que será publciada em breve.
A Apple patentou uma rotina que testa a existência de “atividades específicas no iPhone” que pode se valer do recurso de “remote kill” (desinstalação de um aplicativo remotamente) para remover o jailbreak quando detectado. Embora a patente esteja em processo de aprovação, não se sabe ainda se sua aplicação será considerada “legal”, ao menos nos Estados Unidos e em países que autorizam o desbloqueio de aparelhos.
Se você atualizou seu iPhone 3GS para o iOS 4.0.2 e deseja fazer o jailbreak do aparelho, há uma forma de executá-lo (sabendo que há um certo risco para o aparelho). A solução utiliza o antigo PwnageTool e pode ser conferida passo-a-passo no site PocketNow.
O iOS 4.0.2 chegou para os iPhones trazendo a correção do PDF exploit – uma falha de segurança gravíssima que também era utilizada para realizar o jailbreak do aparelho. O que ocorre agora é que iPhones com a 4.0.2 estão novamente bloqueados mas, para a sorte daqueles que possuem um modelo mais antigo (iPhone 3G), o redsn0w dá conta do recado e consegue aplicar o jailbreak novamente no modelo.
Usuários do iPhone 4 e 3GS devem esperar por novidades.
Comex, o hacker por traz do site JailbreakMe publicou o código-fonte do PDF exploit – brecha de segurança utilizada para o último jailbreak do iOS 4.0.1. Especialistas em segurança dizem que o código é “impressionante” e “perigoso”. Se você é programador ou entusiasta, confira maiores detalhes através do Twitter do Comex.
O aplicativo Signal (disponível no Cydia) funciona em iPhones desbloqueados (jailbreak) mostrando a localização e intensidade de sinal das antenas mais próximas a você. Seu criador quer no entanto estender a funcionalidade do aplicativo com uma pequena banalidade: quando o sinal do iPhone cair para “zero” (em função do problema da “Antennagate”), a voz do Dr. Spock será emitida do aparelho acusando o seu “toque mortal” tão conhecido nos filmes de Jornada nas Estrelas.
Enquanto o JailbreakMe explora um grave falha de segurança no PDF exploit para realizar o desbloqueio do iPhone 4, torna-se um tanto perturbador imaginar o quão vulnerável é o aparelho de Jobs. A FSecure, uma renomada empresa de segurança, aconselha que os usuários do iPhone 4 façam o jailbreak e baixem um aplicativo disponível no Cydia (a AppStore dos iPhones desbloqueados) chamado PDF Loading Warner – que avisa quando um site está tentando abrir um PDF no navegador Safari do aparelho.
Não corrige o furo, mas avisa a potenciais arquivos PDF com conteúdo malicioso que pode danificar o seu celular.
A falha de segurança existente no iOS do PDF exploit será corrigida muito em breve pela Apple, segundo informações divulgadas. Considerando que a mesma falha é explorada para a realização do jailbreak do aparelho através do navegador Safari, é certo que o patch de correção irá acabar com o JailbreakMe anunciado há alguns dias.
Péssima notícia? Nem tanto.
Considerando que o processo pode “brickar” (inutilizar o aparelho por corromper a sua ROM), é preferível esperar um pouco pela próxima versão do jailbreak que perder um iPhone 4 novo por navegar em um site ou abrir um PDF com “conteúdo malicioso”.
Confesso que quando vi como era feito o jailbreak do novo iPhone fiquei um tanto assustado: o JailbreakMe torna possível o desbloqueio do smartphone apenas acessando uma página através do navegador do aparelho. Para mim isso significa que o iPhone + Safari está tão próximo quanto o Internet Explorer + Windows no desktop em termos de segurança: enraizado no sistema operacional, o navegador torna-se uma porta de entrada para hackers.
Não demorou muito para que minhas preocupações fossem confirmadas pela mídia internacional que informou a existência de uma brecha no PDF exploit para realizar mudanças no iOS. A falha torna também possível a invasão do aparelho e “roubo de suas informações” através de sites contendo scripts maliciosos.
Ainda não há uma nota oficial da Apple mas não é de se duvidar que ela lance patches de correção nas próximas versões do OS.